sábado, 17 de julho de 2010

-


Vivemos para ser felizes, esse é o nosso desejo mais íntimo, e como tal, todas as escolhas da nossa vida são orientadas para a prossecução dessa glória.
A nossa mais profunda aspiração é amar e sermos amados, pois é no amor que encontramos a felicidade serena e verdadeira. O segredo está na sapiência de nos darmos, e na capacidade de nos deixar-mos amar.
Esta felicidade está, no entanto, submetida aos nossos limites, o que a torna frágil. O nosso comportamento individualista reforça a fuga aos laços, e não raras vezes nos surpreendemos a desejar exclusivamente o prazer pessoal. Esta busca desastrada da felicidade culmina em conflitos com os outros e nós mesmos num sentimento de desilusão que nem sempre é fácil de admitir. Encontrar a verdade do amor é amar o outro por ele mesmo, não por quilo que ele nos pode dar, é desejar profunda e intimamente a sua felicidade. Assim, dois corpos serão uma só alma capaz de experimentar sentimentos e prazeres inatingíveis de qualquer outra forma que não a celebração e a comunhão da felicidade.
Amar implica portanto uma escolha livre: amar o outro. Voltarmo-nos decidida e assumidamente em direcção àquele que amamos, doar-lhe um pouco da nossa própria liberdade, sendo certo que a condição da relação está na reciprocidade desta decisão.
O amor renova-se dia a dia, no diálogo. Os acontecimentos, as dificuldades e as alegrias comungadas contribuem para a cada vez maior intimidade que permite ao outro perceber o lugar privilegiado que ocupa na nossa vida. Não é, portanto o amor uma simples fusão de duas pessoas, mas antes a partilha mútua de duas vidas.
Ainda assim o amor é frágil. Está sujeito às nossas mudanças de humor, à rotina, e ao nosso egoísmo. Urge portanto saber ser melhor! Melhor amigo, melhor companheiro, melhor pessoa!

Nenhum comentário:

Postar um comentário